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“Absolutamente criminoso” |
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Escrito por MCLT
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20-Jan-2010 |
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 Entre o apeadeiro dos Avantos e a Estação do Romeu, é onde “há a maior concentração de patifarias”, para além do troço Foz-Tua e Pocinho continuar encerrado.
“Roubo de brita, carris, roubo do próprio edíficio que albergava a estação, cuja estrutura foi demolida e todo o material levado, inclusive, o mobiliário, até a torre de água das locomotivas a vapor desapareceu.É absolutamente criminoso!” É com estas palavras que Daniel Conde, um dos mais acérrimos elementos do Movimento Cívico pela Linha do Tua (MCLT), denuncia o que se está a passar no pouco que resta do caminho de ferro no distrito de Bragança. Na zona do Romeu (Mirandela), 50 metros de linha foram completamente destruídos e atirados por uma ravina. Entre os vários suspeitos, está a empresa O2, propriedade de Manuel Godinho, responsável por parte das obras da Auto-Estrada Transmontana, que ali têm um ponto de prospecção. “Pensa-se que alguém tenha vindo aqui e atirado, literalmente, com a linha ribanceira abaixo, sem apelo, nem agravo”, denunciou este jovem, que conhece esta situação de furto qualificado desde Agosto de 2008. Para Daniel Conde, “a linha é um eixo estruturante de desenvolvimento do distrito, tanto como serviço público para as populações, como para reatamento de um tráfego de mercadorias para a indústria local e até para o próprio turismo. “Temos uma linha que liga o Douro Vinhateiro (que já é a terceira região turística do país) a toda a Terra Quente e à Terra Fria e que pode ligar ao futuro Aeroporto de Bragança, bem como ligar à alta-velocidade em Puebla de Sanabria. Ou seja, temos aqui um eixo que liga a Galiza e todo o distrito de Bragança até ao Douro”, advoga o militante do MCLT, cuja crença se baseia na importância de manter o eixo ferroviário. Quanto a responsabilidades pela actual situação, Daniel Conde é claro: “A maior responsabilidade no terreno é, primeiro, da REFER, da tutela do Ministério dos Transportes. Depois, temos todo um Governo em conluio com a EDP, para que se continue a desmantelar e a destruir o caminho de ferro no distrito de Bragança.” Recorde-se que, dos mais de 200 quilómetros de via férrea que nós tinhamos, estamos reduzidos a 58 que, aliás, neste momento, são pouco mais de 20 km porque o troço entre o Tua e o Cachão está interrompido há mais de um ano.” Na opinião deste activista, “quando o comboio chegou, houve uma explosão demográfica e um desenvolvimento subjacente, mas quando ele partiu e veio o IP4, só conhecemos a desertificação”, afirmou Daniel Conde, convicto que esta situação será provisória e que os respensáveis serão encontrados, julgados e punidos. Troço entre Tua e o Pocinho encerrado desde o Natal, devido a queda de rochas sobre a linha A linha ferroviária do Douro, entre o Tua e o Pocinho, com cerca de 32 km, está fechada desde Dezembro, como resultado da queda de rochas de várias toneladas sobre a linha. Segundo o Partido Comunista Português (PCP), “um acidente desta natureza poderia acontecer em qualquer troço, mas se fosse entre Lisboa e Porto, o corte na circulação já estaria resolvido há muito”. Sem um prazo de abertura definido, os prejuízos para os habitantes do concelho de Torre de Moncorvo e arredores, são inestimáveis, pois o transporte alternativo, entre as duas estações, demora cerca de uma hora e meia. “Não são só pedras. São verdadeiros obstáculos de várias toneladas que se desprenderam da encosta granítica e foram parar à linha, obstruindo-a por completo e danificando-a entre 20 e 30 metros, afirmou o porta-voz da REFER, José Lopes. O incidente, ocorrido na manhã do dia 25 de Dezembro, aconteceu numa zona de declive acentuado, repleto de pedras enormes que, a qualquer momento, se desprendem e só param no rio Douro. E se a população afectada compreende que este género de derrocadas acontece de tempos a tempos, já não se mostra tão compreensiva com a falta de prazos para resolução destes problemas. |
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Actualizado em ( 20-Jan-2010 )
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Linhas soltas |
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Eu fui sempre contra o encerramento da linha do comboio (do Tua). [Mário Soares/Bragança,2005] |
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